As fotografias do diário foram-nos entregues pela tri-neta de Fritz Dolgner, com a autorização para as utilizar. A capa original continha apenas a indicação “Tagebuch”, mas, durante o processo de restauro, a família acrescentou a contextualização acima como informação adicional. A seguir, são apresentadas as páginas fotografadas do diário e, as respetivas transcrições. Responsáveis pela edição da transcrição são André e Gabriela Funk, com o apoio de Teresa Gonçalo.
Um interessante contraponto a este diário é o romance histórico “Prisioneiro de Guerra nos Açores”.
O diário revela já, numa fase inicial, uma relação ambivalente com os portugueses, ao distinguir entre estruturas criticadas e indivíduos avaliados positivamente, bem como uma população maioritariamente germanófila. O romance mostra como estes elementos descritos poderiam, numa perspetiva temporal mais alargada e após o fim da guerra, evoluir para uma relação mais consistente. No seu conjunto, o romance pode ser lido como uma continuação, ampliada no plano temporal e narrativo, das interações já esboçadas no diário. Do mesmo modo, ambos os textos evidenciam até que ponto a auto-organização e a vida cultural estruturaram o quotidiano durante o internamento. São igualmente notáveis certas paralelas, apesar de o diário não ter servido diretamente como fonte, tendo antes sido utilizadas narrativas familiares como inspiração
Diário do prisioneiro Fritz Dolgner

Excerto português do diário bilingue do prisioneiro de guerra alemão Fritz Dolgner.
Transcrição do excerto português do diário de Fritz Dolgner.